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Bolsonaro aproveita "green bonds" para fornecer 8GW de novas fontes solares

O Brasil deve recorrer às finanças verdes para tentar dar um impulso de vários gigawatts às energias renováveis, uma indústria que enfrenta o caos da COVID-19 que forçou a arquivar propostas de energia verde. Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro assinou um novo decreto estabelecendo as bases de um programa de títulos verdes, destinado a canalizar recursos para energia solar fotovoltaica, eólica, pequenas instalações hidrelétricas e instalações de energia a partir de resíduos. As chamadas debêntures verdes terão seu endividamento aumentado (veja abaixo) em relação a esses setores, em meio à esperança do governo brasileiro de entregar uma frota de 8GW de energia solar nova em todo o país, juntamente com portfólios também significativos de novas energias eólicas (25GW) e pequenas centrais hidrelétricas ( 3GW). De acordo com estimativas do Ministério da Energia do Brasil, os três segmentos renováveis ​​poderiam trazer ao Brasil um investimento combinado de 170 bilhões de reais até 2029. As regiões brasileiras veriam "milhares de empregos" criados por esse boom de energia verde, disse o Ministério.


A iniciativa de financiamento verde parece destinada a reforçar ainda mais a sorte solar do Brasil. Antes do COVID, o país era um mercado frequentemente citado a ser observado na América Latina, com participantes a jusante e a principal anunciando planos de expansão nos últimos meses. Conforme documentado pela PV Tech, a pandemia paralisou indefinidamente os leilões de energia nos estados A-4 e A-6 do Brasil, fechando uma avenida que provocou lances de gigawatts em ofertas de energia solar no ano passado e algumas das tarifas mais baixas de energia solar vistas no mundo. Controvérsias do COVID-19 para Bolsonaro, que gosta de energia solar A campanha renovável do Brasil ocorre quando o país luta contra um dos piores surtos de COVID-19 do mundo, com 772.416 casos relatados apenas superados pelos mais de dois milhões de casos registrados nos EUA. Já uma figura controversa pré-pandemia, o presidente Bolsonaro tem sofrido fortes críticas por lidar com a emergência de saúde. Apenas nesta semana, o chefe de Estado foi ordenado pelos tribunais a retomar a publicação dos dados do COVID-19, depois que o acesso do público foi restringido. Assim como na Europa e nos EUA, a pandemia coincidiu com um aumento na geração solar, com 53,3% de saltos ano a ano no início de abril. Liderada pela associação ABSOLAR, a indústria pediu para ser tratada como um pilar estratégico de recuperação, em meio a uma nova tarifa social para a energia fotovoltaica na cobertura. O próprio Bolsonaro há muito tempo defende a energia solar, apesar de suas muitas controvérsias verdes, um apoio vinculado por comentaristas à visão do governo do PV como fonte de energia eficiente. No início de janeiro, o presidente interveio pessoalmente para bloquear um imposto solar, desafiando seus próprios reguladores de energia.


Fonte: https://www.pv-tech.org/news/52594

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